Horários das Missas:
 

Terça a Sexta às 19h00.

 

Sábados às 17h00 e às 19h00 (vespertinas)

 

Domingos: 10h30 (catequese) |12h00 | 19h00 

 

Não há missa à segunda-feira (alternativa na Igreja de St. Ovídio e Seminário Cristo-Rei)

Atendimento Espiritual e Confissões:

Quarta e Sexta das 17h30 às 18h45

Horário da Secretaria Paroquial:

Segunda-feira das 15h00 às 19h00

Terça a Sexta das 9h00 às 12h00 e 15h00 às 19h00

Sábado: encerrado

Domingo. encerrada

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Oração aos Santos Pastorinhos de Fátima contra a pandemia

Os santos Francisco e Jacinta Marto adoeceram, com a gripe espanhola, alguns dias antes do Natal de 1918 e morreram com um ano de distância entre eles. Francisco permaneceu sereno durante o decurso da doença, período durante o qual recebeu a primeira Comunhão, tendo morrido a 4 de abril de 1919, antes de completar 11 anos. Jacinta sofreu durante um período maior e padeceu mais, falecendo a 20 de fevereiro de 1920, no hospital D. Estefânia, em Lisboa, com apenas nove anos.

Nestes longos dias tenho pensado muito neles, nos pequenos videntes Francisco e Jacinta, que precisamente há cem anos morreram prematuramente por causa da terrível epidemia de gripe espanhola. 

 

Oração aos Santos Pastorinhos de Fátima contra a pandemia

Santos Jacinta e Francisco, pequenos videntes de Fátima,
por singular graça escolhidos por Maria Santíssima no seu Coração Imaculado para se tornarem grandes testemunhas da luz de Cristo, a vós recorremos hoje, neste momento de emergência sanitária, de dor e de prova.

Há cem anos, ó santas crianças, vós próprias fostes atingidas pela terrível epidemia de gripe espanhola, e carregastes com fé no vosso corpo os sinais e as dores do mal que enfrentastes com maravilhosa fé até à morte cristã.

A nossa Mãe Celeste tinha-vos anunciado a morte prematura, associando-a à paixão de Cristo pela salvação do mundo, e vós, na doença e na agonia, testemunhastes com a contínua oração a total adesão à divina vontade.

Hoje, um século depois, somos devastados por uma outra terrível epidemia, e dirigimo-nos a vós com confiança, para que, através do Coração Imaculado de Maria, que os vossos olhos viram já aqui na Terra, possais obter para nós a saúde da alma e do corpo, uma fé forte, e a capacidade de sermos solidários com quantos estão na doença e na provação.

Vós que, com sorriso gentil e mansidão de coração, acolhestes os tratamentos médicos, assisti e protegei todos os médicos e os agentes de saúde no seu desmedido esforço nesta luta contra a doença.

Protegei as nossas famílias, fazendo redescobrir a beleza da oração recitada em conjunto, e em particular o Santo Rosário, que vós apertastes entre as mãos até ao último respiro.

Convosco, pequenos pastorinhos, e com Maria Santíssima, nossa Mãe e Guardiã, com total confiança nos dirigimos a Jesus Cristo, nossa salvação, que na luz pascal vence o mal e a morte.

 

Ámen.

Festas (Celebrações) Suspensas

 

1.º ano 
    Festa Acolhimento – 26.10.2019 Sáb. - 10h00
    Festa Ave Maria – 02.05.2020 Sáb. -10h00

2.º ano
    Festa Pai-Nosso – 21.03.2020 Sáb.  - 10h00


3.º ano
    Festa Perdão – 16.05.2020 Sáb. - 10h00
    Festa Eucaristia – 07.06.2020 / 11.06.2020 C. Deus - 9h45


4.º ano
    Entrega Bíblia – 09.11.2019 Sáb. - 10h00
    Festa Palavra – 24.05.2020 Dom.  - 09h45


5.º ano
    Festa Esperança – 26.01.2020 Dom.  - 10h30

6.º ano
    Festa Fé – 31.05.2020 Pentecostes - 09h45


7.º ano
    Festa Bem-Aventuranças – 16.02.2020 Dom.  - 10h30


8.º ano
    Festa Vida – 17.05.2020 Dom. - 10h30


9.º ano
    Festa Compromisso – 08.03.2020 Dom.- 10h30


10.ºano
    Festa Envio – 14.06.2020 Dom.  - 10h30

À porta de casa

«Bênção aos amigos que à minha porta, sem serem chamados, sem serem esperados, todavia vieram.»

Comoveu-me um pouco o testemunho de uma senhora idosa que me contava a tristeza dos seus domingos: «Estou junto ao telefone com a subtil esperança que toque, porque, se assim fosse, quereria dizer que ainda há alguém que se lembra de mim».

Em vez disso, o telefone ou o intercomunicador da porta ficam quase sempre calados. Esta senhora é uma das multidões de solidões que habitam os nossos apartamentos, pessoas talvez doentes, anciãs, estrangeiras, ou, mais simplesmente, esquecidas por todos.

Para elas, mas um pouco para todos, adquire particular significado a frase que acima citei.

Explico a origem: trata-se da frase que o famoso teólogo e cardeal inglês do século XIX, John Henry Newman, fez escrever numa pequena lápide junto à porta da sua casa.

Ter um amigo que, sem ser chamado ou chantageado com um queixume («ninguém me vem visitar», «sabes que não estou bem e estou sozinho», e assim por diante), sem ser esperado, mostra afeto, é um verdadeiro dom.

Na vida tive a fortuna de ter encontrado muitas pessoas que se afeiçoaram a mim, e eu a elas. Precisamente por isto compreendo a amargura de quem não tem ninguém. Mesmo que se por culpa de um mau feitio ou por outras razões, as pessoas sós e isoladas devem ser compreendidas e perdoadas.

Viver num deserto de sentimentos é, de facto, um pesadelo, e é já uma punição.

Como apelo, poderemos, então, transcrever as palavras de Jesus desta maneira: «Estava só, e viestes fazer-me companhia».

 

 

P. (Card.) Gianfranco Ravasi
In Avvenire | Trad.: Rui Jorge Martins  
Publicado em 16.10.2019

Que dizem os homens da
Eucaristia? E vós, que dizeis?

O que tem a ver a fé com o alfabeto dos afetos? O facto é que a fé, a verdadeira, tem a ver com tudo: com os afetos, com o pensamento, com a vida.


No período tão estranho que vivemos, a impossibilidade para muitos de frequentar os sacramentos, e a missa em particular, tem colocado os católicos perante uma situação inédita, que suscita várias interrogações.

Na discussão que se abriu em muitos média, fez-me refletir de maneira particular um comentário que li no Facebook. Uma pessoa que conheço, distante da fé mas não hostil de modo preconceituoso, escreveu: porque é que os cristãos não podem renunciar por um pouco aos seus ritos, em vista da saúde de todos e do bem comum?


Parece-me que esta pergunta exprime muito bem a subvalorização generalizada daquilo que os crentes colocam, ao contrário, como uma questão crucial, e que é a consequência lógica daquele pensamento: que a Eucaristia seja para nós “um rito”. Um rito certamente importante, respeitável, dotado de um forte valor simbólico e identitário, mas como todos os ritos decerto não indispensável em tempo de crise, porque a vida concreta vem antes de qualquer rito, ainda que seja importante.


Mas, realmente, o que nos faltou – e para muitos continua a faltar – é um rito? Um rito belíssimo, profundo, pleno de significados simbólicos, rico de valor identitário?


É disto que se trata?


Creio que responder a esta pergunta é importante, porque a questão põe à luz o quão profunda e espalhada é hoje a incompreensão sobre o significado verdadeiro da fé. Nós temos de responder: não, não se trata só de um rito, nem da simples memória de um acontecimento antigo, porque no Sacramento exprimimos a certeza de encontrar Alguém. A fé, para nós, é acreditar que na Eucaristia encontramos uma Pessoa viva, concreta e tangível: a Pessoa do Ressuscitado. A fé diz-nos que não se trata de um encontro simbólico, mas de um encontro que tem a mesma consistência e realidade de um abraço, o encontro com uma Pessoa amada e que nos ama. Nós acreditamos numa Presença concreta, e vamos com alegria encontrar concretamente (não simbolicamente) Alguém que amamos.
Esta foi a maravilha e a dureza da mensagem cristã desde as origens: a entrada concreta, física, de Deus no nosso mundo. A presença de Deus, com um corpo que toca, acaricia, ama, sofre, morre. Um Deus morto e ressuscitado que não está algures, mas permanece connosco e continua a tocar, acariciar, amar; continua a sofrer com quem sofre e a morrer com quem morre.


O cristão não vive de símbolos, mas de uma realidade mais verdadeira e real do que qualquer outra realidade contingente. Acreditamos nisto verdadeiramente?
 
Mariolina Ceriotti Migliarese | Neuropsiquiatra infantil, psicoterapeuta
In Avvenire
Trad.: Rui Jorge Martins | Publicado em 25.06.2020

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